domingo, 9 de dezembro de 2012

Sorrir é o melhor remédio!


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O que o Riso pode fazer por nós:
Alivia a tensão: mesmo em momentos de nervosismo o riso pode reduzir o stress e a ansiedade;
Atenua a dor: Rir libera a endorfina, hormona produzida no cérebro que produz sensação de bem estar e alivia a dor;
Diminui a pressão arterial: no sistema cardiovascular, rir aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Isso promove a vasodilatação das artérias ocasionando uma queda de pressão benéfica para os hipertensos;
Dá mais oxigénio: rir aumenta a quantidade de oxigénio captada pelos pulmões e facilita a saída de gás carbónico;
Fortalece o sistema imunológico: não está comprovado o facto de quem ri ficar menos doente, mas os pesquisadores já sabem que o riso aumenta a liberação de células do sistema imunológico, fortalecendo nossas defesas.
Ajuda na memorização: rir durante a apresentação de uma aula ou palestra aumenta o interesse e facilita a aprendizagem.
Fonte: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

A alegria e o riso devem ser administrados diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste. É remédio para a vida toda.


Pretinho Básico - Atlântida


domingo, 4 de novembro de 2012

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 Agradecemos a todos aqueles que nos ajudam a concretizar e expandir as nossas atividades. Temos a certeza que o mundo é melhor porque vocês existem!!!



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

...Ser palhaço exige um esforço muito grande de autoconhecimento, de auto-aceitação e de expressão corporal. Está quase ligado a espiritualidade do indivíduo pois ele não pode simplesmente agir, ele precisa saborear cada movimento, cada gesto precisa ser "friamente calculado".
Você me fala de máscaras... - Com uma máscara é fácil ser engraçado! - Eu rebato seu argumento com a velha frase "Clown, a máscara que mais revela" . É paradoxal, mas para ser um verdadeiro palhaço é preciso, antes de tudo, despir-se de todas as nossas MÁSCARAS e armaduras sociais. Somente quando estamos limpos podemos ser suficientemente verdadeiros ser um palhaço.
No fundo todos somos palhaços.
Só que a maioria de nós não assume.
http://www.overmundo.com.br/overblog/clowns-e-palhacos
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Transgredir com Arte

             Descobrir e compreender o clown como um artista que existe em cada pessoa e emprestar-lhe a vida é um ato de persistência, desprendimento e muita coragem, pois o clown mostra que além de outras condições humanas, existe uma que evitamos revelar, a do fracasso. As pessoas adoram rir do fracasso do outro, assim Bergson (1983) já dizia.
Construir o aprendizado da capacidade cômica exige o rompimento de um conhecimento cristalizado, solidificado na inteligência, na esperteza, no sucesso, mostrando um outro ponto de vista social, estético e cultural ao avesso, transgredindo, com arte, valores preestabelecidos pela sociedade (Ostetto; Leite, 2004, p.11), a área artística “tem a transgressão como mola propulsora de sua construção”.

Transgredir é burlar o conhecimento como forma de encontrar a si mesmo como um ser risível, como possibilidade, na arte clownesca, da renovação cômica do conhecimento, sem limites atravessando o outro lado do espelho, a outra margem do rio, virando o outro lado da moeda, encontrando o coração corajoso e forte daqueles que dedicam as suas vidas a criar personagens cômicos que desde os primórdios tem como objetivo inverter a ordem pré-estabelecida construindo uma “capacidade de parodiar” e de rir das situações humanas. Larrosa (2001, p.178) nos diz:
“Os personagens cômicos são seres que não estão implicados, que não entendem, que não participam, que estão sempre por fora, a uma certa distância do que acontece. Mas são capazes, sobretudo o pícaro, de tudo parodiar, de ocupar qualquer palavra direta, de reproduzir parodicamente, quando faz falta qualquer tipo de patetismo... O idiota simplório, esse bobo de que todos se riem e que não é tão tolo quanto parece, isola e distancia a convencionalidade da linguagem elevada, simplesmente não a entendendo, ou entendendo ao contrário, mas provocando sempre distância entre a linguagem e a situação comunicativa... desnaturaliza as linguagens elevadas ao invertê-las.”
Assim, o riso provocado na platéia pelo clown, mostra a realidade a partir de outro ponto de vista. Esta seria a função do desmascaramento do convencionalismo: desenha-o com apenas um traço e o coloca a distância. O riso questiona os hábitos e os lugares comuns da linguagem. Em qualquer época, em qualquer lugar, Larrosa (2001) explica que o riso transporta a suspeita de que toda linguagem direta é falsa, de que toda vestimenta, inclusive toda a pele, é máscara e, somente com o riso é que podemos, como disse Bakhtin (1987, p. 57): “ ter acesso a certos aspectos extremamente importantes do mundo.”

Texto completo, por Ana Wuo: ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/57_56.pdf